Não é novidade pra ninguém que pesquisas de opinião manipulam a vontade do eleitor. E não faltará quem manipule resultados de forma a lhe "dar uma forcinha" na eleição.
Reproduzimos reportagem sobre o tema. Para ler na fonte, CLIQUE AQUI.
Abaixo o texto:
Reportagem do jornal O Dia, edição desta segunda-feira (27/08), trata sobre a divulgação de uma enxurrada de pesquisas eleitorais neste período de Eleições 2012 e as "estratégias infalíveis" utilizadas por alguns institutos de pesquisas para manipular resultados.
O estatístico Paulo Jales, presidente do Conselho de Estatísticos
(Core) da 7ª Região, que envolve os estados do Piauí, Ceará, Maranhão e
Tocantins, foi entrevistado e falou sobre o assunto.
Segundo ele, a principal dificuldade para se identificar que houve fraude é quando o instituto realiza mais entrevistas do que foi informado no registro da pesquisa e se faz uma seleção para alcançar o resultado pretendido. Os demais são eliminados. "Essa técnica é infalível, é a pior de todas que eu acho porque você fabrica um resultado sem deixar vestígios. Estão lá todos os questionários da pesquisa, não tem o que contestar", explica Paulo Jales. Ele destaca ainda que é quase impossível um fiscal identificar porque os questionários que subsidiaram a pesquisa estarão lá disponíveis.
Segundo ele, a principal dificuldade para se identificar que houve fraude é quando o instituto realiza mais entrevistas do que foi informado no registro da pesquisa e se faz uma seleção para alcançar o resultado pretendido. Os demais são eliminados. "Essa técnica é infalível, é a pior de todas que eu acho porque você fabrica um resultado sem deixar vestígios. Estão lá todos os questionários da pesquisa, não tem o que contestar", explica Paulo Jales. Ele destaca ainda que é quase impossível um fiscal identificar porque os questionários que subsidiaram a pesquisa estarão lá disponíveis.
Outra bastante utilizada, segundo Paulo , é quando se monta um
questionário que leva ao resultado desejado. "A sequência das perguntas
leva ao resultado que favorece determinado candidato. Você montou um
questionário e dirigiu uma pesquisa. Eu acho impossível se fiscalizar
essa", afirma. Jales lembra ainda da manipulação das pesquisas por meio
da mudança dos percentuais dos candidatos dentro da margem de erro.
"Se a margem de erro da pesquisa é 3%, o instituto tira três pontos
desse candidato e coloca para o outro. Se um candidato teve 40% na
pesquisa com margem de erro de 3%, e o candidato do contratante teve
30%. Então você baixa o do adversário para 37% e sobe o do contratante
para 33%", pontua, ressaltando que essa é uma técnica que se faz a
pedido do contratante. Paulo Jales afirma que geralmente os institutos
alegam que o motivo para os diferentes resultados apresentados é a
metodologia empregada por cada instituição
O candidato Celso Russomano que o diga, ele concorre pela prefeitura de São Paulo, antes de se iniciar as campanhas por lá ele nem aparecia nas pesquisas, ele mesmo encomendou uma e viu que estava em primeiro lugar nas intenções de voto dos paulistanos.
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