A notícia abaixo, publicada no Jornal o Fato em Foco desta semana é a legítima "notícia pra boi dormir" (nova série aberta pelo blog).
Se ela é o ponto de partida para uma "nova ordem", parabéns, que assim seja! Mas não nos furtaremos à crítica. Quem sabe ajude a não transformar o fato só em mais uma ação eventual no dia internacional de alguma coisa.
Por hora, convenhamos que a última coisa que preocupou o poder público municipal ao longo dos anos é a acessibilidade.
Dizemos isso porque ações concretas e rápidas poderiam ser tomadas, sem a necessidade de se iniciar com uma "conscientização".
Dizemos isso porque ações concretas e rápidas poderiam ser tomadas, sem a necessidade de se iniciar com uma "conscientização".
Até hoje (22 anos depois) nada foi providenciado para resolver o acesso aos andares superiores da prefeitura, principalmente ao auditório onde ocorrem importantes eventos públicos.
No tocante as ruas e calçadas da cidade, igualmente, nada ou pouca coisa parece sensibilizar nossos governantes.
Se houvesse qualquer cuidado ou preocupação, o município já teria cumprido seu papel e resolvido os problemas das calçadas que, se já são intransitáveis para quem não tem deficiência, imagine-se para quem tem dificuldade de locomoção. Um deficiente visual, p. exemplo, não andaria 5 metros sem tropeçar num buraco ou num entulho de obra.
Por outro lado, o tão festejado asfalto - que se pressupunha um projeto "moderno" em nada acrescentou no quesito mobilidade urbana. Permitindo estacionamento em ambos os lados da rua e com calçadas disformes, joga os pedestres para o meio da rua, local que já é apertado para o trânsito de veículos.
Além disso, o pedestre (e o deficiente sofre mais ainda) precisa disputar espaço com os entulhos de obras, que gastam milhões na construção e continuam desrespeitando a cidadania ocupando o espaço público, emporcalhando e tornando feia a cidade. Tudo isso com a conivência do poder público.
Não se precisaria viajar muito longe para ver que não é assim que se trata o espaço público (vias e calçadas).
Por isso a notícia soa tão fútil. A foto do local do evento está ali, há poucos passos de todas os absurdos e ilegalidades que apontamos neste texto.
Sugerimos que da próxima vez, antes de fazer uma festa, pelo menos dêem uma "varrida" nos arredores do evento.
Sugerimos que da próxima vez, antes de fazer uma festa, pelo menos dêem uma "varrida" nos arredores do evento.
Sobre mobilidade e respeito à cidadania, já que as duas coligações eleitorais já governaram, fica a dica para os próximos gestores da cidade para que se ponham a trabalhar para resolver DE FATO esse problema social.
E o atual governo e o anterior estão ai... em plena campanha eleitoral. Promessas e promessas... tudo demagogia. Acessibilidade????? Lorota. É como tu bem o diz blogueiro se já é difícil para os "ditos normais" caminharem pela cidade imagine os com dificuldades de locomoção... Eta mundo complicado
ResponderExcluirA cidade foi feita pra quem tem carro, já experimentou ir à pé em uma festa, você com um sapato social e sua esposa com um salto alto, não dá, chega com tanto calo na festa que não consegue nem dançar, quem dirá se for uma pessoa com a mobilidade reduzida.
ResponderExcluirE por falar em notícia pra boi dormir saiu a lista de vagas na tão falada Vidroforte, alguns dos cargos exigem faculdade concluída ou em andamento e experiência, outros tem que ter ensino médio e experiência, tem um que só com experiência de 5 anos em unidade fabril, o único que não exige experiência é o de auxiliar de produção que só exige o ensino fundamental incompleto, fizeram tanta propaganda e eu acho que a maioria vai vim de fora para trabalhar aqui. Como diria o saudoso Raul Seixas em Ouro de Tolo -Eu confesso abestalhado que eu estou decepcionado!
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