Eduardo
Mattos Cardoso
Professor
Mestre em História
O título de hoje faz referência a uma obra essencial para a
História, a Sociologia, a política e o Direito, entre outras áreas do conhecimento: Os donos do poder. Formação
do patronato político brasileiro, de Raymundo Faoro. O original é de 1958,
ano que os intelectuais brasileiros descobriram Max Weber. Mais de meio século
se passou, mas o livro de Faoro além de instigante é instrumento importante
para entendermos nossa sociedade atual.
Faoro foi na contramão da interpretação marxista da
sociedade. Nem tudo se explicaria pela luta de classes. Segundo o autor, um
sistema de forças políticas paira acima das classes. E é representado por uma
camada de pessoas influentes que muda e se renova, mas não representa a nação,
muito menos o povo. A herança portuguesa que viajou até Getúlio Vargas (período
estudado por Faoro), e que se estenderia seguramente até hoje mantém o
patrimonialismo estatal, os olhos voltados para a especulação, o lucro e a
aventura.
Para Faoro, “o poder – a soberania nominalmente popular –
tem donos que não emanam da nação, da sociedade, da plebe ignara e pobre. O
chefe não é um delegado, mas um gestor de negócios e não mandatário. O Estado,
pela cooptação sempre que possível, pela violência se necessário, resiste a
todos os assaltos, reduzido, nos seus conflitos, à conquista dos membros
graduados de seu estado-maior. E o povo, palavra e não realidade dos
contestatários, o que quer ele? Este oscila entre o parasitismo, a mobilização
das passeatas sem participação política e a nacionalização do poder […] A lei,
retórica e elegante, não o interessa. A eleição, mesmo formalmente livre, lhe reserva
a escolha entre opções que ele não formulou”.
A classe social negocia. É questão de economia. O estamento é uma camada social que governa. Para Faoro, “o estamento político é aquele em que os membros têm consciência de pertencer a um mesmo grupo – qualificado para o exercício do poder – e que se caracteriza pelo desejo de prestígio e honra social”.
Trazendo essas reflexões para a “cidade que pode mais”, podemos dizer que
qualificado não quer dizer o melhor, mas sim qualquer um desde que faça parte do
grupo. Pode ser uma marionete. Nesse sentido, a exploração sistemática de
cargos – os cargos são para os homens, e não os homens para os cargos – caracteriza
a apropriação do que é público, cujo objetivo é a obtenção do máximo proveito
possível.
Em Três Cachoeiras os “donos do poder” aperfeiçoaram: conciliação e
pressão. Mas tudo bem, as cidades têm seus equívocos.

Ai como esses políticos são bandidos, rsrsrsr, esqueceram que o CUNHADO do prefeito trabalhava no SAMU de TC, aí não era NEPOTISMO, esqueceram também que a CUNHADA do advogado da prefeitura JONAS ROLIM era contratada na ABELINHA, esqueceram também que a MULHER do advogado EDUARDO MATOS trabalhava na secretaria de OBRAS... sem contar a primas do prefeito que foram contratadas dando aula, é claro tudo muito competente, rsrsrsrrs
ResponderExcluirSE O PT e O PMDB local tivessem vergonha na cara nem abririam a boca. Aí como sou bandida!!!
O anônimo das 07:51, que historia é essa? cunhada do fulano, cunhada do ciclano, mulher do advogado. explica melhor!
ExcluirA proposta não era: Três cachoeiras pode mais, até agora vocês só reclamaram mais; choraram mais; enfim, prometeram mais do que podiam fazer,estou começando a acreditar que tudo isso é consequência de falta de capacidade, incompetência mesmo. Vamos lá Três Cachoeiras pode mais, merece mais. Que pesar Três Cachoeiras estava no caminho certo, mas a de chegar a hora em que até ele vai concordar.
Ops esquecestes de citar a esposa do vereador Marcelinho, que também trabalhava na Prefa, o esposo da secretária Adriane contemplado com uma FG - Função gratificada. Uma grande aminésia se abateu sobre a oposição. Durma com esse barulho...
ExcluirGostaria de saber se este professor mestre em história fazia comentários históricos em relação a administração passada ou isto se aplica a uma grande dor de cotovelo. Alguém sabe me responder
ResponderExcluirSr Eduardo Mestre em História, não comentava pois ele é PMDB isso é dor de cotovelo mesmo (sabe quando um pessoa leva um corno fica se lamentando meses e meses assim esta o Eduardo)... kkkkkk... Quem sabe daqui 3 anos e meio ele para com esses seus comentarios.....
ResponderExcluirBom pelu que pude ver, esse pessoal do PP já ta achando que daqui a treis anos e meio a oposição volta a governar, não é professor Eduardo?? Pois o anonimo das 10:16 assim diz. Tua dor de cotovelo vai passar kkkkkk
ResponderExcluirO que mais me tapa de nojo, é que ninguém tá preocupado em fazer política limpa, nada justifica, se um fez errado o outro faz também, e nós o povo, somos enganados, nepotismo é nepotismo, nenhuma desculpa esfarrapada de que no outro governo tinha vai amenizar o fato principal deste tipo de erro, nepotismo é crime, e como falaram na câmara: Agora é a nossa vez(Três Cachoeiras pode mais). Então espero que na vez de vocês sejam ao menos honestos(porque mostrar serviço, tá difícil) e reparem seus erros, a outra Adm. acabou no fim do ano passado, agora é foco no futuro, de passado quem vive é museu.Corrijam e revejam seus contratados, senão podemos concluir que a música de campanha: "mamaram tanto e querem continuar," não era um deboche e sim um presságio.
ResponderExcluir